terça-feira, 12 de novembro de 2013

Linger on

Ouça enquanto lê...

Como se tivesse existido algo,
De novo a sós comigo mesmo
pensando no pretérito
imaginando o futuro do pretérito
vivendo sozinho meu presente.

Como companhia, a minha bebida,
a minha música.
O meu ser
e eu mesmo,
me bastando.

Você resolveu sair,
e eu nem entendi bem por quê.
Eu sei que me deixou sozinho
à deriva das coisas que me disse
ou das que esqueceu de me dizer.

Se te basta virar as costas,
vire-as pois.
Respirarei novamente,
sentirei novamente.
Me bastarei.

"Saúde" ao alto.
Chocolate e menta,
meu preferido.
Pode partir
que eu deixo.

Está livre,
vá.
Mas só te peço
que não me tire minha bebida
nem minha música.

Que o mundo acabe,
que ele se exploda
que você o exploda
ou se exploda nele.
Que seja.

Mas tudo que tenho agora,
não me tire.
Já me basta brindar sozinho,
deleitar-me sozinho.
Sonhar sozinho.

Já não há mais o que me roubar
se já foi felicidade
se já foi paixão
se já foi sonho
se já foi embora.

Mas, mais uma vez te peço
que o mundo acabe
mas que ainda tenha
minha bebida
e minha canção.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

1 minuto e 26

Ouça enquanto lê.

Já não sei mais escrever do jeito que queria, como costumava. Queria ter escrito em versos curtos e em rimas, que procurava por essa música. Escrever que ela dizia o que queria te dizer: que eu sinto sua falta; que eu sorrio quando lembro daquela noite em que estivemos juntos e de todas as vezes que você me amou e eu te amei. Mas a música tinha que ser lenta, pra combinar com o sentimento que expresso aqui em meio a tantas palavras. Infelizmente, a que eu achei não era lenta por inteiro. Era lenta só até 1 minuto e 26. A escolhi da mesma forma, afinal foi a única que encontrei e ela diz exatamente o que desejo dizer nesses três parágrafos.

Sendo assim, por favor, peço que leia no tempo certo. No tempo em que eu calculei. Do jeito que eu planejei. Leia enquanto ouça, antes que o ritmo se mude e mude toda a entonação da sua leitura que eu preparei com tanto carinho, com tanto amor e tanta saudade. Sinta o que eu quero dizer durante esse 1 minuto e 26. Porque mesmo que tenha usado essa música curta e tenha escrito em prosa, sem pausas e sem rimas, eu vim te dizer que sinto sua falta, que penso em você e penso sorrindo. E que escrevi isso tudo pra você. Escrevi pra você lembrar de mim e sorrir.

Mas pra valer tem que ler em 1 minuto e 26.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Pelas árvores

Ouça enquanto lê

É que tocava uma valsa ao fundo.
De repente olhou pro céu e viu todas as estrelas dançando. E resolveu dançar junto com elas.
Sorria como se fosse o ápice de sua vida.
As estrelas passando lentamente de um lado para o outro, como se sorrissem de volta, enquanto ele cantava a canção que ouvia.
Daí então, o chão resolveu ajudar e se tornou escorregadio.
Era liso, feito gelo.
E, sem patins, patinava a valsa interminável.
Ela chegou, como se viesse do além.
Os dois deram as mãos e foram se balançando de um lado para o outro, repetindo a canção que dizia:
"And the lights are low."
Quando a letra se findava, se jogaram ao chão de neve.
Fizeram daqueles anjos.
Deitados, ainda, ela pegou um pouquinho de neve e jogou na cara dele.
Os dois riram muito.
E, como se possível, olharam os flocos de neve caindo, enquanto viam as estrelas tomarem suas posições de origem, ainda sorrindo.
Ele olhou pro lado e só pode ver a sombra dela passando pelas árvores.
Ela já havia voltado sabe-se lá pra onde.

Quando percebeu, havia chegado em casa. Abriu o portão. Tirou seus fones. E entrou.
Sabia que nada era real. Mas a imaginação bastava. A sensação de valsar junto com as estrelas bastava.

A neve que encontrou em seus sapatos quando entrou bastava.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A meu modo

Tem certas vezes na vida que a gente para pra pensar em nós mesmos.
Algumas pessoas até que fazem isso o tempo inteiro. Mas eu não costumo pensar no meu modo de agir, de pensar. Apenas ajo, apenas penso. E quando dá na telha eu reflito sobre a forma que agi e pensei sobre as coisas.

O que acontece é que eu tenho um jeito peculiar de gostar das pessoas e de me irritar com elas, às vezes até mais do que deveria. É peculiar, e egoísta eu diria, a forma como eu exijo das pessoas que elas sejam outras pessoas. Eu implanto nelas características que nunca foram delas. Recolho o que faz parte de suas essências. Ou pelo menos, desejo isso profundamente. Penso e peço incessantemente que elas se mudem. Que elas continuem. Manipulo, manipulo mesmo, manipulo com força. Ou pelo menos tento.
Nem sempre as pessoas querem conversar, nem sempre estão bem. Nem sempre elas gostam de você como você dela. Mas eu exijo sempre que sejam iguais a mim, que se importem com as mesmas coisas. Que busquem as mesmas coisas. Que tenham os mesmos gostos. Que gostem de mim. Eu exijo isso.

Quão doentio é, por exemplo, ficar bravo porque não veio falar comigo durante a tarde? Quão doentio é, meus caros, pedir a toda hora que atenda o seu clamor? Quão doentio é pedir que sejam todos assim, a meu modo?

Eu só espero que eu entenda que cada um é de um jeito. Espero me desligar dessas coisas. Espero que cortem isso de mim. Espero que corte, eu mesmo, isso de mim.
Espero por você, numa tarde qualquer, pra uma papo e um café.

Mas cuidado, esperar cansa.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Tentando achar um equilíbrio

Eu já nem sei se te quero mais.

Eu já sofri muito.
Senti algo único.
Senti tua falta.
Senti tua saudade.
Senti tua presença.
Te tive sem te ter.

Na balança da vida, não sei se há contrapeso que a equilibre.
E eu já não sei se te quero mais.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

in memorian

Existem muitas coisas que são difíceis de se explicar.

Quando você não consegue se lembrar do poema que montou durante o banho.
Quando as cores se tornam mais foscas, opacas, sem brilho e sem cor. Sim, as cores ficam sem cor.
Quando as estrelas se tornam mais e as flores, menos.
Quando o trem para. Os cavalos se deitam e a boiada passa, que demora.

Você não explica o que se passa quando a boiada passa.

Tá confuso, eu sei. Mas as coisas são assim mesmo.
Deixa eu tentar te explicar.

Consegue imaginar uma menina, a sorrir, levando a vida? como pode e deve ser feito?
É uma menina linda, graciosa. Não deu trabalho aos pais. Companheirona.
Era na sua, era engraçada. Centrada, diriam muitos.
Uma flor de tão meiga.

E, de repente, assim... simplesmente, de repente...
O telefone toca e você descobre que a flor desabrochou,
as estrelas se tornaram mais.
O trem, como diria John, parou. Não era possível suportar a velocidade com que se movia.
Alguém parou o trem. Talvez um cavalo deitado no trilho.
E aí quando você descobre, a boiada está passando, bem em sua frente. E passa, que demora.

As cores se indo, vão. Até que se tornem branco e preto.
E o que era lindo, como o poema que fez no banho, se torna apenas um conjunto de palavras que vão se misturando, tentando dizer o que nunca foi dito. Ou ainda, tentando dar um último adeus.

Hoje existe uma estrela a mais. Uma flor a menos.
Hoje os anjos tocam harpas e trombetas, porque uma filha de Deus ganhou seu espaço no Céu.
Hoje, a Mãe de todas as mães, buscou uma alma e entregou (em mãos, diga-se de passagem) ao próprio Criador. Depois, desceu e veio segurar na mão da mãe que fica a chorar sem entender o que acontece.
Os homens, fortes, se enfraquecem. Porque não há virilidade que supere a saudade, que supra a necessidade. A necessidade de mais um olhar vivo, mais umas palavras, mais um silêncio, mais um monte de meiguice.

Quando chegar aí em cima, por favor... prepare a maior e mais bonita biblioteca. Com todos os seus livros preferidos, de capa dura, banhada a ouro. E com todos que você ache que eu vou gostar. Porque um dia, a gente se encontra...

Pois bem...
Existem muitas coisas que são difíceis de se explicar.
E a morte é uma delas.

RIP

sábado, 20 de julho de 2013

Mas quem falou?

Eu tentei.
Mas quem falou que consegui?
Sonhei por tanto tempo,
mas faltou palavra,
faltou sentimento,
faltou eu.

Eu sonhei.
Mas quem falou  que conquistei?
Tentei por tanto tempo,
mas faltou ação,
faltou coragem,
faltou eu.

Eu amei.
Mas quem falou que acreditei?
Amei por tanto tempo,
mas faltou sonhar,
faltou tentar,
faltou eu.

Eu fiquei.
Mas quem falou que parti?
Fiquei por tanto tempo,
mas faltou deixar,
faltou partir,
faltou você.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Filho meu


Hoje eu estava em oração, com um grupo de pessoas. De repente, uma delas falou para pararmos um pouco e ouvir o que Deus falava pra gente. Ouvir o que Ele colocava no nosso coração. Ouvir.
Eu só o ouvi dizendo: Filho MEU.

Isso me fez lembrar que uma vez li em qualquer pedacinho da Bíblia que nós somos filhos de DEUS. Que Ele NÃO nos abandona. E nos ama assim.

Ele me disse duas palavras. Mas eu ouvi muito mais que isso!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Cara mia,




Lembro-me quando decidi sair de casa. Ouvi muitas pessoas me dizendo "não quero que você vá!" ou então "não vai, não". "Pra quê você tá indo?"
Eram sempre negações ou perguntas com uma única resposta: Estou indo atrás do que acho certo.

Lembro que não gostava muito de ouvir tais frases, embora eu sentia no fundo que era só carinho das pessoas por mim. Mas mesmo assim... Eu preferia ouvir "é isso que você quer? Vá atrás."

Hoje a minha vontade era, de verdade, dizer, gritar, implorar: "NÃO VÁ!" 
Fique aqui só pra eu saber que você tá aqui. Saber pra onde eu posso correr quando as coisas apertarem. Mesmo que eu não passe na sua casa todos os dias e até mesmo nem fale com você todos os dias.
Você tava sempre ali "no muro verde em frente ao poste" ou virando a esquina de onde eu almoço. Qualquer coisa, depois da aula, era só "dar um pulinho". 

Mas eu não vou fazer isso. Como eu disse, eu sei como é. Vá sim, vá pra debaixo das asas dos seus pais. Vá cuidar das suas irmãs. Vá atrás do que acha certo. Vá e me leve sempre. Não vale se for e esquecer de mim. 

Obrigado por tudo. Por me ouvir, por me falar. Pelas discussões complexas e pelas bobas. Pelas boas risadas. Pelo gato fedido. Por ser minha motorista. Por tratar bem a minha família. Obrigado por me fazer sentir especial, me fazer sentir bem. Obrigado por colher minhas lágrimas, como essas que agora estão rolando. Obrigado por me fazer entender que a gente aprende nos pequenos atos. E obrigado por fazer parte da minha história.

Sucesso na sua vida, a gente se esbarra por aí!

Fica com Deus, Ly.

Se cuida
Com amor, 

Ota

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Você de mim

Ouça, enquanto lê!

Às vezes eu queria um botão, daqueles liga/desliga, pra desligar tudo isso. Desligar você de mim. Desligar o que você é, desligar o que significa. Desligar o que já aconteceu. Enfim, desligar você de mim.

Mas toda vez me pego afundando, chegando ao fundo do poço, procurando meu orgulho (devo tê-lo deixado em algum lugar)! E aí, cansado de procurar, começo a perguntar se alguém viu. E pergunto sempre pra você. Quando me responde, diz que não viu. E quando não me responde, afundo-me mais à procura de mim. Um dia, como costumava ser, eu volto pra superfície. Compro um novo orgulho e vivo a minha vida, respirando outra vez qualquer ar que não compartilhemos.

Então você chega, o sol aparece, o arco-íris aparece, meus medos, inseguranças, felicidades aparecem. Meu amor próprio some, você desaparece.

Esqueça, criança. Pode voltar.

Não há nada em meu coração, é só o hábito de correr atrás. Logo acaba tudo isso de novo.

Esqueça, criança. Pode voltar.

Tudo já não passa de uma brincadeira, a qual eu não quero mais brincar. Não vou voltar a me afundar. Se um dia quiser me encontrar, estarei na superfície. Se por acaso roubar de novo meu bem adquirido, que se explodam (os dois!), pois estarei vendendo milhares de orgulhos pra todos os idiotas que ficam dias e dias em seus escafandros à procura de seus amores próprios.

Isso é o que eu digo a você e aos outros. Mas nos conhecemos bem demais pra saber que não existe um daqueles botões liga/desliga pra desligar você de mim.

sábado, 27 de abril de 2013

Transparência

Certa vez, contei meio segredo a uma pessoa.
No outro dia, todos sabiam o segredo por inteiro.

Sei que essa pessoa não contou absolutamente nada a ninguém.

O problema é que fui água e devia ter sido chumbo!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Mais que difícil


Tanto quis dizer que não falei.
Clichê, eu sei. Mas diz o suficiente, por mim.

Existem algumas palavras que ficaram impressas aqui dentro de mim e outras que se explicitaram.
Mesmo vomitando tudo aquilo que eu precisava, ainda não vale a pena vomitar tudo. Não vale a pena vomitar todas as palavras.
Elas sairiam de minha boca; se distorceriam no ar, pelo caminho e; cairiam como pedra em seu estômago frágil. E aí, então, eu te teria longe de mim, de novo.
Longe...
Bem longe...
E o quê poderia, eu, fazer pra que você voltasse? De joelhos, sem roupas, aos prantos, aos sorrisos, com as mais lindas roupas, apenas me pedindo pra que possa ficar.
É claro que pode. É claro que essa é minha resposta. Não consigo te ter longe por vontade própria. Não consigo te olhar nos olhos e dizer "se afaste". Às vezes digo que quero isso, pra mim mesmo. Que seria melhor, mas não. Eu não quero. Não há como enganar. Não há a quem enganar.

E nem mesmo importa quanto tempo passe. Eu estou sempre olhando no meu celular em sua procura. Seu número. Sua foto. Sempre olhando. Sempre "só checando". Sempre. Porque pode ser que um dia a saudade bata aí. E, não, nunca vai ser tarde demais. Você vai tocar a campainha, eu vou atender com um sorriso, perguntar onde esteve e dizer que sumiu.
Me dói. Me corrói. Me consome. Me faz pensar. Me leva pra uma outra dimensão que ninguém me encontra e, então, as pessoas tem sempre que ficar me chamando de volta à Terra, "Ei... Estou falando com você".

Eu queria mentir e dizer que nada disso é pra você. Mas isso é mais que difícil. Pois se algum dia você me ler, vai entender que é pra você! Mas, diante disso tudo, vai se calar. E esse silêncio... Ah... É uma morte lenta e dolorosa a cada dia, é um martírio, que passa...

E isso só me faz te observar de longe. Também quieto. Querer saber de seus passos, se eram acompanhados por outrem ou não. Se eram descalços. Se eram por mim, o que nunca seriam, mas quem sabe? Quem sabe também o que está escrito? Talvez isso morra aqui. Talvez seja pra sempre assim. Mais que díficil, mas assim.

domingo, 7 de abril de 2013

Gelo que sou.

Você me teve em suas mãos,
mas abriu os dedos.
Gelo que sou, fiquei.

Gelo que sou, derreto.
Água que me torno, escorrerei.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Pardon

Desculpa se eu te sufoco.
Mas a verdade é que a sua ausência me sufoca.

terça-feira, 19 de março de 2013

O motorista e o passageiro


Aqueles que necessitam do transporte "público" entenderão melhor.

Acorda de manhã e pega o mesmo ônibus, quase todos os dias.
Às vezes corre até mais rápido, mas não é suficiente. O ônibus já se foi.
Às vezes vai a caminho do ponto passeando, entra no ônibus e ainda fica um tempo esperando-o sair da plataforma.

Sabe que pode acordar cedo porque o ônibus vai estar lá te esperando.
Não será em vão. 
Caso ele já tenha ido, é só esperar um pouco. Ele vai dar a volta e aparecer de novo.

Com o passar dos dias, você vai se acostumando com a idéia de pegar ônibus e não precisar andar.
Porque você tem acordado todos os dias a tempo e o tem alcançado, antes que zarpe.
Até que, por acaso, você o perca.

Então, de repente, você percebe que essa minhoca de metal não estava lá esperando por você.
O motorista não estava lá por você.
Era por ele mesmo.
Porque essa é a rotina dele, o fim da linha pra ele.
Não pra você.
Não por você.

Você vai continuar acordando cedo, correndo, pegando ônibus.
Mas você nunca vai saber se ele estará lá. 
Você nunca vai saber quando pode confiar, quando deve desistir.
Não vai saber, nunca, se estava lá te esperando ou só por ele mesmo.

Eu também. Nunca vou entender qual é a tua. 

sábado, 9 de março de 2013

Untill I fall asleep

Sing a song to me
tonight, my dear.
Untill I fall asleep
please, take away my fears.

I want to feel the peace
like I used to.
Sing a song to me,
is all I ask of you.

The sound of your voice
in this lullaby.
Even ocean calms down
while you're passing by.

Sing a song to me
is all I ask of you.
Calm the ocean in me
Untill I fall asleep

Make the gray comes blue.
Turn one into two.
With a lullaby
Like you used to.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Apenas cultivado

Sempre tentei encontrar um significado para essa música. Mas contentei-me quando me disseram que é só imaginação. E, mais ainda, quando pensei que talvez ela não tenha sido feita para fazer sentido.

Essa música me lembra algumas pessoas, pelas quais eu tenho o maior amor do mundo. E enquanto pensava nessa música, lembrando daqueles que já citei, me toquei sobre o que ela quer dizer.

Ela é simplesmente sem sentido, como meu amor por aquelas pessoas. Não há razão. Amo porque amo. Sem pedir, sem implorar. Sem lógica ou razão. É o simples amor que vem de dentro, que vem do berço. Que não foi construído, apenas cultivado!

Sem sentido, sem razão, sem porquê, sem lógica, pra vocês:


O dedo do tempo no barro da vida (clique)

O dedo invisível do tempo
modelando o nosso destino
no barro da vida é um velho
girando, virando menino.
Sonhando sons
criando asas
e as asas pisando o céu
entrando e saindo das casas
brincando qual pipa de papel.
Driblando dragões e cometas
e contando histórias pra lua.
Brincando de roda com os planetas
bem ali, na porta da rua.
E a tarde fugindo sem pressa
na velha cidade da luz
presente no sol que atravessa
futura na estrela que conduz.

Vander Lee

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Em versos

Poemizemo-nos
Croniquemo-nos
Contemo-nos

Porque assim é a vida.
Um verso após o outro.
Uma inspiração, qualquer que seja.
Dedicada a alguém
ou a nós mesmos.

Com rimas ou sem,
rimas ricas ou pobres.

Da maneira que se prefere,
curta, rápida, longa,
engraçada, triste,
em versos, em prosa.

Seja fantasiada,
seja realista.

Objetiva, direta,
subjetiva.

Seguindo regras gramaticais,
usando licenças poéticas,
com trilha sonora
ou sem.

Que faça sentido,
mesmo que só pra mim.
Essa é minha vida.
E essa, minha poesia.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Ele por ela

Ontem à noite, eu já estava deitada quando ele me ligou.
Meus olhos se arregalaram,
meu coração palpitou.
Eu não sabia se atendia ou se apenas deixava o telefone tocar.

Não resisti,
conversamos um pouco, a ligação tava ruim.
Tão ruim que caiu, sem volta.

Pelo menos eu ouvi a voz dele.
Aquela voz que me esfria a alma, dói a barriga
e me enche de alegria.
Soube como ele está e isso bastou.

Me senti mais calma,
mais segura,
mais feliz.

Pude dormir tranquila.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Dear God

Dear God,

People are used to ask things to You.
Actually, I'm one of those. So I'm here to ask a new thing. One you gave me once.
Peace.

Helpe me. Let me feel peaceful, just as Your Heart.

Say a word to calm my feelings down, just as You did with the ocean and storm.

Dear God, this is my pray tonight.
Thanks for this day. I hope tomorrow to be better.      

Amen!

Isso também dói.

Não sei se é pior a saudade ou ter quase certeza que não tenho tanta importância como tem pra mim. E eu acho que essa dor da dúvida é a que machuca mais.
Porque se eu soubesse o meu significado, saberia também meu lugar. Saberia quando ligar, quando esperar, quando chorar e quando sorrir. Saberia se é um simples agrado, um acaso do destino, ou se tem todo significado e todo sentido me sentir assim.
Aliás, nem mesmo eu sei o que sinto. E isso também dói. Agita, faz descrer, consome.

E a dor da dúvida é a que mais dói

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Uma frase

Eu quis contar algo,
aqui, nessas linhas que tanto me conhecem.
Mas eu escrevia, escrevia...
E era obrigado a apagar.

Nada saía, nada conseguia dizer.
Só fiquei satisfeito com uma frase.
Uma única frase que consegui montar:

"E se todos os dias fossem assim..."