terça-feira, 19 de março de 2013

O motorista e o passageiro


Aqueles que necessitam do transporte "público" entenderão melhor.

Acorda de manhã e pega o mesmo ônibus, quase todos os dias.
Às vezes corre até mais rápido, mas não é suficiente. O ônibus já se foi.
Às vezes vai a caminho do ponto passeando, entra no ônibus e ainda fica um tempo esperando-o sair da plataforma.

Sabe que pode acordar cedo porque o ônibus vai estar lá te esperando.
Não será em vão. 
Caso ele já tenha ido, é só esperar um pouco. Ele vai dar a volta e aparecer de novo.

Com o passar dos dias, você vai se acostumando com a idéia de pegar ônibus e não precisar andar.
Porque você tem acordado todos os dias a tempo e o tem alcançado, antes que zarpe.
Até que, por acaso, você o perca.

Então, de repente, você percebe que essa minhoca de metal não estava lá esperando por você.
O motorista não estava lá por você.
Era por ele mesmo.
Porque essa é a rotina dele, o fim da linha pra ele.
Não pra você.
Não por você.

Você vai continuar acordando cedo, correndo, pegando ônibus.
Mas você nunca vai saber se ele estará lá. 
Você nunca vai saber quando pode confiar, quando deve desistir.
Não vai saber, nunca, se estava lá te esperando ou só por ele mesmo.

Eu também. Nunca vou entender qual é a tua. 

sábado, 9 de março de 2013

Untill I fall asleep

Sing a song to me
tonight, my dear.
Untill I fall asleep
please, take away my fears.

I want to feel the peace
like I used to.
Sing a song to me,
is all I ask of you.

The sound of your voice
in this lullaby.
Even ocean calms down
while you're passing by.

Sing a song to me
is all I ask of you.
Calm the ocean in me
Untill I fall asleep

Make the gray comes blue.
Turn one into two.
With a lullaby
Like you used to.