Você me teve em suas mãos,
mas abriu os dedos.
Gelo que sou, fiquei.
Gelo que sou, derreto.
Água que me torno, escorrerei.
domingo, 7 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Pardon
Desculpa se eu te sufoco.
Mas a verdade é que a sua ausência me sufoca.
Mas a verdade é que a sua ausência me sufoca.
terça-feira, 19 de março de 2013
O motorista e o passageiro
Acorda de manhã e pega o mesmo ônibus, quase todos os dias.
Às vezes corre até mais rápido, mas não é suficiente. O ônibus já se foi.
Às vezes vai a caminho do ponto passeando, entra no ônibus e ainda fica um tempo esperando-o sair da plataforma.
Sabe que pode acordar cedo porque o ônibus vai estar lá te esperando.
Não será em vão.
Sabe que pode acordar cedo porque o ônibus vai estar lá te esperando.
Não será em vão.
Caso ele já tenha ido, é só esperar um pouco. Ele vai dar a volta e aparecer de novo.
Com o passar dos dias, você vai se acostumando com a idéia de pegar ônibus e não precisar andar.
Porque você tem acordado todos os dias a tempo e o tem alcançado, antes que zarpe.
Com o passar dos dias, você vai se acostumando com a idéia de pegar ônibus e não precisar andar.
Porque você tem acordado todos os dias a tempo e o tem alcançado, antes que zarpe.
Até que, por acaso, você o perca.
Então, de repente, você percebe que essa minhoca de metal não estava lá esperando por você.
O motorista não estava lá por você.
Era por ele mesmo.
Porque essa é a rotina dele, o fim da linha pra ele.
O motorista não estava lá por você.
Era por ele mesmo.
Porque essa é a rotina dele, o fim da linha pra ele.
Não pra você.
Não por você.
Você vai continuar acordando cedo, correndo, pegando ônibus.
Mas você nunca vai saber se ele estará lá.
Não por você.
Você vai continuar acordando cedo, correndo, pegando ônibus.
Mas você nunca vai saber se ele estará lá.
Você nunca vai saber quando pode confiar, quando deve desistir.
Não vai saber, nunca, se estava lá te esperando ou só por ele mesmo.
Não vai saber, nunca, se estava lá te esperando ou só por ele mesmo.
Eu também. Nunca vou entender qual é a tua.
sábado, 9 de março de 2013
Until I fall asleep
Sing a song to me
tonight, my dear.
Until I fall asleep
please, take away my fears.
I want to feel the peace
like I used to.
Sing a song to me,
is all I ask of you.
The sound of your voice
in this lullaby.
Even ocean calms down
while you're passing by.
Sing a song to me
is all I ask of you.
Calm the ocean in me
Until I fall asleep
Make the gray comes blue.
Turn one into two.
With a lullaby
Like you used to.
tonight, my dear.
Until I fall asleep
please, take away my fears.
I want to feel the peace
like I used to.
Sing a song to me,
is all I ask of you.
The sound of your voice
in this lullaby.
Even ocean calms down
while you're passing by.
Sing a song to me
is all I ask of you.
Calm the ocean in me
Until I fall asleep
Make the gray comes blue.
Turn one into two.
With a lullaby
Like you used to.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Apenas cultivado
Sempre tentei encontrar um significado para essa música. Mas contentei-me quando me disseram que é só imaginação. E, mais ainda, quando pensei que talvez ela não tenha sido feita para fazer sentido.
Essa música me lembra algumas pessoas, pelas quais eu tenho o maior amor do mundo. E enquanto pensava nessa música, lembrando daqueles que já citei, me toquei sobre o que ela quer dizer.
Ela é simplesmente sem sentido, como meu amor por aquelas pessoas. Não há razão. Amo porque amo. Sem pedir, sem implorar. Sem lógica ou razão. É o simples amor que vem de dentro, que vem do berço. Que não foi construído, apenas cultivado!
Sem sentido, sem razão, sem porquê, sem lógica, pra vocês:
O dedo do tempo no barro da vida (clique)
O dedo invisível do tempo
modelando o nosso destino
no barro da vida é um velho
girando, virando menino.
Sonhando sons
criando asas
e as asas pisando o céu
entrando e saindo das casas
brincando qual pipa de papel.
Driblando dragões e cometas
e contando histórias pra lua.
Brincando de roda com os planetas
bem ali, na porta da rua.
E a tarde fugindo sem pressa
na velha cidade da luz
presente no sol que atravessa
futura na estrela que conduz.
Vander Lee
Essa música me lembra algumas pessoas, pelas quais eu tenho o maior amor do mundo. E enquanto pensava nessa música, lembrando daqueles que já citei, me toquei sobre o que ela quer dizer.
Ela é simplesmente sem sentido, como meu amor por aquelas pessoas. Não há razão. Amo porque amo. Sem pedir, sem implorar. Sem lógica ou razão. É o simples amor que vem de dentro, que vem do berço. Que não foi construído, apenas cultivado!
Sem sentido, sem razão, sem porquê, sem lógica, pra vocês:
O dedo do tempo no barro da vida (clique)
O dedo invisível do tempo
modelando o nosso destino
no barro da vida é um velho
girando, virando menino.
Sonhando sons
criando asas
e as asas pisando o céu
entrando e saindo das casas
brincando qual pipa de papel.
Driblando dragões e cometas
e contando histórias pra lua.
Brincando de roda com os planetas
bem ali, na porta da rua.
E a tarde fugindo sem pressa
na velha cidade da luz
presente no sol que atravessa
futura na estrela que conduz.
Vander Lee
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Em versos
Poemizemo-nos
Croniquemo-nos
Contemo-nos
Porque assim é a vida.
Um verso após o outro.
Uma inspiração, qualquer que seja.
Dedicada a alguém
ou a nós mesmos.
Com rimas ou sem,
rimas ricas ou pobres.
Da maneira que se prefere,
curta, rápida, longa,
engraçada, triste,
em versos, em prosa.
Seja fantasiada,
seja realista.
Objetiva, direta,
subjetiva.
Seguindo regras gramaticais,
usando licenças poéticas,
com trilha sonora
ou sem.
Que faça sentido,
mesmo que só pra mim.
Essa é minha vida.
E essa, minha poesia.
Croniquemo-nos
Contemo-nos
Porque assim é a vida.
Um verso após o outro.
Uma inspiração, qualquer que seja.
Dedicada a alguém
ou a nós mesmos.
Com rimas ou sem,
rimas ricas ou pobres.
Da maneira que se prefere,
curta, rápida, longa,
engraçada, triste,
em versos, em prosa.
Seja fantasiada,
seja realista.
Objetiva, direta,
subjetiva.
Seguindo regras gramaticais,
usando licenças poéticas,
com trilha sonora
ou sem.
Que faça sentido,
mesmo que só pra mim.
Essa é minha vida.
E essa, minha poesia.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Ele por ela
Ontem à noite, eu já estava deitada quando ele me ligou.
Meus olhos se arregalaram,
meu coração palpitou.
Eu não sabia se atendia ou se apenas deixava o telefone tocar.
Não resisti,
conversamos um pouco, a ligação tava ruim.
Tão ruim que caiu, sem volta.
Pelo menos eu ouvi a voz dele.
Aquela voz que me esfria a alma, dói a barriga
e me enche de alegria.
Soube como ele está e isso bastou.
Me senti mais calma,
mais segura,
mais feliz.
Pude dormir tranquila.
Meus olhos se arregalaram,
meu coração palpitou.
Eu não sabia se atendia ou se apenas deixava o telefone tocar.
Não resisti,
conversamos um pouco, a ligação tava ruim.
Tão ruim que caiu, sem volta.
Pelo menos eu ouvi a voz dele.
Aquela voz que me esfria a alma, dói a barriga
e me enche de alegria.
Soube como ele está e isso bastou.
Me senti mais calma,
mais segura,
mais feliz.
Pude dormir tranquila.
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