E na fumaça do trem, escrevi o nome do meu amor.
Porque era mais fácil agarrar às letras que compõem os sons da minha saudade do que lembrar da imagem de uma despedida sem cor.
E aqui, no mesmo lugar onde você me deixou, observo a fumaça cinza se desfazendo pelo céu azul e levando seu nome para longe.
Rogo para que um dia a minha saudade cinza também se desfaça em azul.
Para que um dia consiga colorir de novo, esse céu chuvoso de tristeza em meu coração.
Para que a saudade seja somente uma palavra, que se perde no tempo, na cor, no peito e na estação. Doendo a partida, mas sem doer a dor da perda.
ps: Em parceria com Dime. Para mais, procure no Instagram @dimecitou
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
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Eu já pensei em falar de flores,
mas só teu cheiro permanece na lembrança.
Não consigo pensar em qual flor seria mais cheirosa que teu corpo
ou pétalas mais suaves que tua pele,
nem mesmo, se existe algo mais belo que teu sorriso...
rosas, tulipas, lírios ou o que for.
Todas essas flores não chegam aos pés da tua majestade.
Nenhuma tem o teu sabor.
Eu já pensei em falar do mar,
mas nem com toda sua imensidão me fascina mais que o teu olhar.
Nem de dia, nem de noite.
Não há onda que me faça viajar mais que o abrir e fechar de teus olhos.
Não há onda que acaricie a areia como, a mim, tuas mãos.
Nem onda que ressoe como tua voz ao meu ouvido.
Eu já pensei em falar da lua.
A linda donzela apaixonada.
Mas, disso, um dia já falei.
E, mesmo assim, um erro cometi ao exaltá-la mais que a ti.
Até juntar duas idéias,
como o mar e a lua, eu já tentei.
Mas eles não brilham como tu brilhas.
Não amam como tu amas.
Nem me fascinam como tu me fascinas.
Acho que posso chegar ao fim, simplesmente dizendo que te amo.
E dizendo que não há mar, lua, rosas, tulipas ou lírios que me façam te esquecer.
Posso até pensar nisso tudo.
Mas, te equiparar a isso, não é nada mais do que mentir.
LESSA, Gabriela.
MIZIARA, Otávio.
mas só teu cheiro permanece na lembrança.
Não consigo pensar em qual flor seria mais cheirosa que teu corpo
ou pétalas mais suaves que tua pele,
nem mesmo, se existe algo mais belo que teu sorriso...
rosas, tulipas, lírios ou o que for.
Todas essas flores não chegam aos pés da tua majestade.
Nenhuma tem o teu sabor.
Eu já pensei em falar do mar,
mas nem com toda sua imensidão me fascina mais que o teu olhar.
Nem de dia, nem de noite.
Não há onda que me faça viajar mais que o abrir e fechar de teus olhos.
Não há onda que acaricie a areia como, a mim, tuas mãos.
Nem onda que ressoe como tua voz ao meu ouvido.
Eu já pensei em falar da lua.
A linda donzela apaixonada.
Mas, disso, um dia já falei.
E, mesmo assim, um erro cometi ao exaltá-la mais que a ti.
Até juntar duas idéias,
como o mar e a lua, eu já tentei.
Mas eles não brilham como tu brilhas.
Não amam como tu amas.
Nem me fascinam como tu me fascinas.
Acho que posso chegar ao fim, simplesmente dizendo que te amo.
E dizendo que não há mar, lua, rosas, tulipas ou lírios que me façam te esquecer.
Posso até pensar nisso tudo.
Mas, te equiparar a isso, não é nada mais do que mentir.
LESSA, Gabriela.
MIZIARA, Otávio.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Satélite terrestre
Hoje eu vi a lua sair tímida por detrás dos prédios.
Tão tímida que chegava a corar sob os olhares de todos que a viam subir.
E subindo devagar, ela ia perdendo o tom tímido e ganhando uma força interior, já não corava mais com aqueles que a viam, mas iluminava-os.
Iluminava-os de tal maneira que o mais rude se apaixonou, o mais agitado se acalmou e o esquecido se lembrou.
Se lembrou que uma noite estava a olhar a mesma lua, mas tanto ele quanto a lua estavam acompanhados e agora os dois estavam sozinhos.
Se lembrou que já se esquecia de alguém que o deixou ferido.
Por conta disso, seu coração se parecia com a superfície de sua companheira, como se tivesse sido travada uma batalha entre um dragão e um guerreiro.
A lua, distante e, agora, até mesmo fria, o curar não podia.
Não podia nem mesmo se curar, quanto menos ao seu pobre amigo, um dos muitos feridos que lá estavam.
Ah, se a lua fosse enfermeira! Os partidos corações apaixonados não derramariam mais as suas lágrimas.
Ah, se a lua parasse o tempo! Todos ali ficariam e esqueceriam suas mágoas.
Ah, se a lua fosse donzela! Até mesmo os boêmios desolados se casavam.
Ou quem sabe ela poderia ser apenas um sapo.
Já que todos apostam nela suas últimas esperanças, também as princesas de moribundo coração fariam os seus futuros.
Mas a lua, pobre lua, é apenas mais uma na imensidão de apaixonados, girando em torno de alguém com quem nunca vai se encontrar, sendo iluminada por quem nunca vai aquecê-la, e fazendo outros bobos apaixonados sonharem.
Sonharem com seus amores ou com a luz de seus amores que, na noite seguinte, retornará.
Talvez, esse seja seu segredo: nada ela pode fazer.
Apenas nos olhar.
O resto a gente decide!
Por: Gabriela Lessa
e Otávio Miziara
Tão tímida que chegava a corar sob os olhares de todos que a viam subir.
E subindo devagar, ela ia perdendo o tom tímido e ganhando uma força interior, já não corava mais com aqueles que a viam, mas iluminava-os.
Iluminava-os de tal maneira que o mais rude se apaixonou, o mais agitado se acalmou e o esquecido se lembrou.
Se lembrou que uma noite estava a olhar a mesma lua, mas tanto ele quanto a lua estavam acompanhados e agora os dois estavam sozinhos.
Se lembrou que já se esquecia de alguém que o deixou ferido.
Por conta disso, seu coração se parecia com a superfície de sua companheira, como se tivesse sido travada uma batalha entre um dragão e um guerreiro.
A lua, distante e, agora, até mesmo fria, o curar não podia.
Não podia nem mesmo se curar, quanto menos ao seu pobre amigo, um dos muitos feridos que lá estavam.
Ah, se a lua fosse enfermeira! Os partidos corações apaixonados não derramariam mais as suas lágrimas.
Ah, se a lua parasse o tempo! Todos ali ficariam e esqueceriam suas mágoas.
Ah, se a lua fosse donzela! Até mesmo os boêmios desolados se casavam.
Ou quem sabe ela poderia ser apenas um sapo.
Já que todos apostam nela suas últimas esperanças, também as princesas de moribundo coração fariam os seus futuros.
Mas a lua, pobre lua, é apenas mais uma na imensidão de apaixonados, girando em torno de alguém com quem nunca vai se encontrar, sendo iluminada por quem nunca vai aquecê-la, e fazendo outros bobos apaixonados sonharem.
Sonharem com seus amores ou com a luz de seus amores que, na noite seguinte, retornará.
Talvez, esse seja seu segredo: nada ela pode fazer.
Apenas nos olhar.
O resto a gente decide!
Por: Gabriela Lessa
e Otávio Miziara
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