sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Por você, até o Japão em cima de um papagaio real

Quando o sol bater, te acordando no meio da madrugada, lembre-se que eu o pedi que assim procedesse.
Fui até o céu da mesma noite, porque cansei de gritar pra lua me ouvir. Fui com minhas asas de ouro dourado e contei tudo ao seu ouvido. Ela me deu a ideia mais fantástica. Ela me disse que se eu te desse uma estrela, você seria minha. Pulei de nuvem em nuvem, perguntei a cada estrela, procurando aquela que concordaria com a ideia de sua mãe, qual delas iria pra casa, pra que eu entregasse ao meu amor. Isso significaria que, aquela que aceitasse, deveria descer do céu e ficar na terra. E depois de rodar a metade do mundo, sem encontrar uma estrela sequer, achei a maior e mais brilhante estrela. O sol. Era da cor de minhas asas. Como com a lua fiz, contei ao sol sobre meu amor.
Aquela estrela entendeu minha história e quis descer aqui para que eu pudesse te dá-lo. Mas, com seu tamanho, acabaria com as nossas vidas, antes que eu te ganhasse. A minha ideia (a que eu contei ao sol) não era minha. E isso o sol percebeu. Ele me disse que era de sua amada lua, e que eles foram designados a viverem um em cada canto da Terra.
Ora pois, não poderia ajudá-lo? já que ele queria me ajudar.
Convenci que devia lutar por sua amada, assim como eu estava fazendo. Como se o amor tivess me ajudado, tive a fascinante ideia, te daria o sol sem entregar-te. Mas entregaria-o a lua.
E o mesmo tempo que demorei pra chegar ao sol (cerca de um tic e um tac do ponteiro dos segundos do meu relógio de chocolate), demoramos pra chegar à lua. E às 03h00m, chegamos. O sol e eu, nele montado.
Mostraria a todas as estrelas como nosso amor valeu à pena. É, eu teria mostrado se os dragões não tivessem comido todas elas. Mas isso já é outra história.

domingo, 29 de agosto de 2010

Saudades reinam!

É difícil manter um sorriso na cara, com os olhos cheios de lágrimas.
Mas a gente dá conta!

A gente sempre dá conta do recado!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Satisfações

O pai, em seu leito de morte,
ensinou ao seu filho:
"As pessoas saem de nossas vidas
e esquecem de dar-nos satisfação."

Pra sempre, o menino órfão de pai,
pensou nessa frase.
E refletia de tal maneira
que não conseguia entender
o fato de seu pai,
que o tinha ensinado tal lição,
poder, apenas, sair de sua vida.
Deixando por satisfação, a morte.

Toda regra tem sua exceção.
E seu pai deveria ser a exceção dessa.
E descobriu que era.
Seu pai, que tinha deixado a morte como satisfação,
o fez à toa!
Pois, pra sempre,
na vida de seu filho,
estaria, do jeito que podia.

E, assim, o menino pediu perdão.
Ao seu pai, por tê-lo julgado de forma errada.
Ao seu pai, por ter inventado uma satisfação.
Ao seu pai, por ter acreditado tão fielmente em seus ensinamentos,
e esquecido da maior frase que já escutara de sua boca:

"EU TE AMO!"

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Filosofia em Saúde

Tento decodificar o que esse mestre fala!
Ele fala sobre trabalhos,
codificações, decodificações
e formações de novas mensagens.

Afinal, pra que serve isso tudo?
Não consigo achar um porquê pra tudo isso existir!
Mas, fazer o quê?
Por isso tenho que passar,
então, por isso, passarei!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Menino pecador, no ônibus para casa.

Podemos, lá, encontrar o menino.
Encostado em seu poste.
Seus pecados ao seu redor.
E mais nada ou ninguém.

As músicas saíam de sua boca.
Elas tentavam fazer o menino esquecer.
Ele tinha que esquecer o que fizera.
Mas, melhor que esquecer,
tinha que sentir esse remorso
pra sentir o arrependimento aflorindo.

Venha minhoca,
minhoca de metal.
Condução popular.
Circular.

Venha e leve o menino pra casa,
seus pés cansados e fechados em tênis,
sob a luz fraca vinda dos céus,
não conseguem levá-lo ao lar.

Lar,
onde encontra companhia e solidão.
Onde encosta a cabeça suja no colchão
e pensa no que fez.

E ao pensar,
se lembra do seu amado poste.
E percebe que não era um poste,
era apenas um mastro,
dizendo que ali ele iria pra casa.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Conto de fada

E muito tempo já passou.
Muitos anos já ficaram pra trás.
Ainda posso contar contigo.
Ainda posso ser seu amigo.

Histórias do hoje, eu ouço.
Histórias do ontem, eu pergunto.
Gosto de saber o que se passa.
Gosto de rir o ar da tua graça.

Uma criança com outra,
ou seja, duas.
Cheio de vergonha, excitação,
medo e infantilidade.

Vergonha das pessoas e suas piadinhas.
Excitação em ter, enquanto muitos não tem.
Medo do toque que não seria bem recebido.
Infantilidade, pois, ora, era criança.

Ainda terei vergonha, mas lutarei contra.
Excitação passou, por me juntar aos muitos.
O toque, talvez tenha sido o que faltou.
Infantilidade? Cresci!

Pode ser que eu seja o único
que não pediu sua mão.
Mas, pelo menos, fui um
dos poucos que não te machucou

Pelo menos, fui um.

Hoje, já nada quero
além de sua amizade.
Hoje, eu quis que tudo
já tivesse sido diferente.

Mas, se acaso, assim fosse
não teria, eu, crescido
e aprendido a tratar melhor
a nova mulher que está por vir.

Me disse que
serei um eterno "fofo".
O conto de fada.

Eu te prometo:
se serei um eterno "fofo",
você será sempre
a minha primeira namorada.

Ps': Baseado em "Zignal - Primeira Namorada"
Ps'': Considerada primeira. Na verdade foi a segunda.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

=X

Pelos normais servem para aquecer.
Pelos anais servem pra manter o brioco quentinho?
Por favor, quem arrepia os pelos do cu?
Acho que só servem para reter merda.

Qual a finalidade disso?

Moral da história: História imoral.