segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ao amigo

Como é simples questionar a dor que a perda traz!
Mais simples ainda é a resposta.
O próprio nome já diz: PERDA!
Você é acostumado a ter e de repente, não tem mais.
PERDEU.
Não é óbvio?

E, talvez, outra dúvida surja
quanto ao fato de se apegar às coisas, sabendo que elas se irão.
E se isso é válido!

Para cada dúvida, a resposta é mais fácil!
Não se acredita que se vai sofrer por tudo isso.
Você acaba acreditando, por si mesmo ou porque alguém conseguiu te convencer,
que você teria e guardaria para a vida inteira!
E se vai valer/vale/valeu a pena sofrer tal dor... é uma pergunta que só o sofredor pode responder.

Quem sabe não haja dúvidas sobre tal pergunta!
Mas não consegue reagir ao fato da felicidade, implícita no apego às coisas, transpor pelas suas mãos.

Porém, sabe o que as crianças fazem quando o leite cai no chão?
Elas choram!
E de repente, elas percebem que não vai mudar nada!
Então, elas param de chorar e se preparam para um novo copo de leite.
Sendo que este pode cair de novo ou não.
Mas elas não vão deixar de chorar.
Nem de esperar o novo copo.

Aí, você me conta que você gosta muito do que é clássico e antigo.
E que o novo te assusta.

Hey!
O mundo muda!
A gente muda!
Não há meios de se parar no tempo.
(Não por enquanto).
(In)felizmente, o que é clássico e antigo é em preto e branco.
E convenhamos que, em questões de "avanço",
preto e branco tá meio caído.

E é como eu sempre digo:
"O bom do ser humano é a capacidade de adaptação!"
O novo te assusta porque você ainda não o conhece!
E não deu a chance para ele te mostrar que pode ser tão bom quanto o "preto e branco".
Só que colorido!

sábado, 27 de novembro de 2010

Relato do fato!

Tome cuidado!
Um dia descuidei...
e deixei a porta aberta!
A minha insipiração fugiu.
E até hoje
eu não sei mais o que é inspiração.

Já espalhei cartazes pelas ruas.
Em postes e portas e garagens.
Mas não adiantou.
Ela não voltou!

Nem o pote de palavras
que eu deixei no portão,
ela veio organizar!
E olha que,
esse era o seu passatempo preferido!

Mas vejam só.
A falta da minha inspiração,
foi a própria inspiração.

Irônico não?


Ps: Tema escolhido por Kindim Cezário!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Meu pedaço de gente

Sabe o que se diz sobre o amor?
Que apenas se sente.
Mas, se o que passa dentro do meu peito é amor,
não é tão simples assim.

Eu te quero e não te tenho.
Eu te tive sem te ter.
Quem sabe, ainda hoje, assim funciona...

Mas o que eu queria mesmo,
nesse exato momento,
era ouvir tua boca
nessa noite de lua nova
sussurrando ao meu ouvido
que você ainda me ama.
E depois calá-la,
essa mesma boca,
com meu beijo.

Talvez, se eu gritasse
você poderia me ouvir.
E eu te diria o quanto você me faz bem.
O quanto você é especial.
Mas, os ventos frios da noite
me calam.
Por que ao invés disso,
eles não levam minha voz aos seus ouvidos?
Por que eles não me levam pra você?

Eu não sei por quê,
mas meu grito não é alto suficiente.
Mas de uma coisa eu sei,
os seus são tão altos
que eu consigo ouvir tua voz
aos pés de minha orelha,
o tempo inteiro.
Será, mesmo, que estás gritando?

Acho que isso
é apenas mais um desejo meu.
E se por acaso,
quando minha voz conseguir te alcançar,
você ouvirá a minha voz mais doce
te pedindo um beijo.

E quando pedir esse beijo,
você me dará?

Sim, meu bem,
quando minha voz
a ti chegar,
bem perto estarei.
Como, agora, você está comigo.

Sim, eu sei,
nosso tempo é diferente do de Deus.
Mas no meu tempo
tudo acontece fora de hora.
E você
é uma prova disso.

E, não se preocupe
caso me veja chorar.
Até o dia em que te encontrar,
até lá,
eu já estarei me acostumando.
As lágrimas cairão,
mesmo assim.
Porque me acostumarei
a não te ter.
Mas, jamais concordarei.

E por isso, hoje te peço:
Me espera?
Eu te esperarei.

Sabe o que dizem sobre o amor?
Que apenas se sente.
Mas, se o que passa dentro do meu peito é amor,
eu to gostando.

Sim, meu bem,
eu to gostando
de gostar de você.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Desilusão

Sempre que há uma ponta de esperança...
há, também alguém com um balde de água fria.

Mas, toda vez, existe alguém
bem angelical, que te seca e esquenta,
com um afago que você tanto sente saudades.

Embora se quer outro anjo,
o primeiro que te aparece
é suficientemente afável.

E ali se deleita, até se acalmar.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

0 + 0 = 1

Eu já pensei em falar de flores,
mas só teu cheiro permanece na lembrança.
Não consigo pensar em qual flor seria mais cheirosa que teu corpo
ou pétalas mais suaves que tua pele,
nem mesmo, se existe algo mais belo que teu sorriso...
rosas, tulipas, lírios ou o que for.
Todas essas flores não chegam aos pés da tua majestade.
Nenhuma tem o teu sabor.

Eu já pensei em falar do mar,
mas nem com toda sua imensidão me fascina mais que o teu olhar.
Nem de dia, nem de noite.
Não há onda que me faça viajar mais que o abrir e fechar de teus olhos.
Não há onda que acaricie a areia como, a mim, tuas mãos.
Nem onda que ressoe como tua voz ao meu ouvido.

Eu já pensei em falar da lua.
A linda donzela apaixonada.
Mas, disso, um dia já falei.
E, mesmo assim, um erro cometi ao exaltá-la mais que a ti.

Até juntar duas idéias,
como o mar e a lua, eu já tentei.
Mas eles não brilham como tu brilhas.
Não amam como tu amas.
Nem me fascinam como tu me fascinas.

Acho que posso chegar ao fim, simplesmente dizendo que te amo.
E dizendo que não há mar, lua, rosas, tulipas ou lírios que me façam te esquecer.
Posso até pensar nisso tudo.
Mas, te equiparar a isso, não é nada mais do que mentir.

LESSA, Gabriela.
MIZIARA, Otávio.

sábado, 11 de setembro de 2010

Gatos, em pés, sobem.

"Vem, gatinha.
Vamos chupar acerola!"
Era o que eu dizia a ela todos os dias de minhas férias.

E em baixo daquele pé,
sobre os nosso pés,
ficávamos nos lambuzando
com aquelas baixas acerolas,
pois, devido ao nosso tamanho,
as altas eram salvas.

"Olhe aquela!"
Era o que eu dizia.
"Pegue pra mim?"
Era o que ela pedia.
"Mas não alcanço!"
Era o que eu lamentava.
E, com as que podíamos ter,
nos contentávamos.
E, assim, saciados ficávamos.

Sim, gatinha,
era bom o tempo que passou.
E daquele pé, você saiu.
E naquele pé, você me deixou.

Talvez, por me deixar sozinho
com todas as acerolas só pra mim,
hoje já não consigo sair de lá.
Hoje, aquele sabor e aquela melequinha que na mão fica me fascinam.

É, gatinha.
Ali, você me deixou só.
Só com meu pé de acerola.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Por você, até o Japão em cima de um papagaio real

Quando o sol bater, te acordando no meio da madrugada, lembre-se que eu o pedi que assim procedesse.
Fui até o céu da mesma noite, porque cansei de gritar pra lua me ouvir. Fui com minhas asas de ouro dourado e contei tudo ao seu ouvido. Ela me deu a ideia mais fantástica. Ela me disse que se eu te desse uma estrela, você seria minha. Pulei de nuvem em nuvem, perguntei a cada estrela, procurando aquela que concordaria com a ideia de sua mãe, qual delas iria pra casa, pra que eu entregasse ao meu amor. Isso significaria que, aquela que aceitasse, deveria descer do céu e ficar na terra. E depois de rodar a metade do mundo, sem encontrar uma estrela sequer, achei a maior e mais brilhante estrela. O sol. Era da cor de minhas asas. Como com a lua fiz, contei ao sol sobre meu amor.
Aquela estrela entendeu minha história e quis descer aqui para que eu pudesse te dá-lo. Mas, com seu tamanho, acabaria com as nossas vidas, antes que eu te ganhasse. A minha ideia (a que eu contei ao sol) não era minha. E isso o sol percebeu. Ele me disse que era de sua amada lua, e que eles foram designados a viverem um em cada canto da Terra.
Ora pois, não poderia ajudá-lo? já que ele queria me ajudar.
Convenci que devia lutar por sua amada, assim como eu estava fazendo. Como se o amor tivess me ajudado, tive a fascinante ideia, te daria o sol sem entregar-te. Mas entregaria-o a lua.
E o mesmo tempo que demorei pra chegar ao sol (cerca de um tic e um tac do ponteiro dos segundos do meu relógio de chocolate), demoramos pra chegar à lua. E às 03h00m, chegamos. O sol e eu, nele montado.
Mostraria a todas as estrelas como nosso amor valeu à pena. É, eu teria mostrado se os dragões não tivessem comido todas elas. Mas isso já é outra história.