terça-feira, 13 de outubro de 2009

Você só sai daqui quando o dia nascer!

"God is the DJ. Life is a dance floor."
"Subo bem alto pra gritar que"
"Eu só saio daqui quando o DJ também sair."

Obs: Sendo assim, dançarei até a vida eterna.

domingo, 4 de outubro de 2009

Muito obrigado!

Muito obrigado por tudo.
Por me fazer feliz nas melhores horas.
Por dizer as palavras certas, nas horas certas.
Por me dizer como eu sou grande.
Por me mostrar a verdade como deve ser mostrada.
Com todos os eufemismos possiveis.

Obrigado por me elogiar.
E também, por deixar tudo como devia estar:
todos rindo, curtindo, sem acabar com a graça.
Obrigado por me jogar lá em cima e fazer jus à imagem que eu tenho de ti.

Obrigado.

risos!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

João Neiva

João Neiva era um cara bacana, vivia feliz por fora. Por dentro, doía tudo. Seu coração, sua cabeça, cada vez mais num eterno paradoxo.
Gostava de uma menina que não lhe dava bola. Tentou outra menina, por sua insegurança de se prender à primeira. Tentativa frustrada. Sua auto-estima cada vez mais baixa.
Queria saber da vida de seu irmão, sua resposta alcançada era sempre a mesma. O puro silêncio da suja dor.
Se achava o tal, mas isso não era.
Não sabia mais o que fazer da vida. Em relação a nada.
Se ele não sabia, quem iria?
Mas todos acreditavam fielmente que João Neiva era a pessoa mais feliz do mundo. Já que essa era a impressão que ele gostava de passar.
João Neiva não desistia, sentia, sabia, queria que tudo passasse.
Sua vida escolhida, seu melhor amigo na mão.
Sua dor embora, sua paz no coração.
Quanto a garota, que todos já haviam esquecido, João Neiva continua lembrando dela.
Cada vez mais pessoas sabem o nome da dona, Dona da Mão. Duquesa do coração de João. Donzela da vida. Metade do coração de João.
Ah, o João. João tentou, não podemos dizer que não. Ele já disse à ela as palavras mais lindas. Já criou e perdeu coragem. Já sorriu e chorou por ela. Já sentiu um quê de reciprocidade. Mas, infelizmente, sua incerteza e medo de tudo quanto há o fizeram desistir de tentar.
Aquela música o lembra ela.
Aquela dança o lembra ela.
Aquela piada, aquela fala o lembram ela.
João Neiva lembra dela o tempo todo que o tempo não tem.
E por falar em tempo. O tempo passa e tudo na vida de João Neiva parece estar mudando. Menos sua garota que nunca foi sua.
Ela continua linda, doce, graciosa e bela.
Ah, o João Neiva é um trouxa.
Ah, o João Neiva é foda!
Ah, o João Neiva...
Pode existir gente melhor, pode existir gente pior. Mas igual ao João Neiva???
Ah, nunca.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Oh! Big River

Oh! Big River
Oh, don't you cry for me.
I come from Minas Gerais!
With my cheese on my knee! ♫

sábado, 5 de setembro de 2009

Me perdoe!

Sonhei contigo,
Óh, sonho meu!
Naquele sonho louco
que revirou tudo o que podia.

Fui ferido
por um beijo seu!
Um desejo tolo,
que não contive, pois sofria.

Sabia que não devia.
Sorria porque queria.
Fazia, mas não pedia.
Corria, quando entendia.

Num amplexo te acolho.
De perto te vejo
no reflexo do olho,
te acerto um beijo.

No teu nojo e desprezo
sai correndo.
Te chamo e não me ouve,
te seguro e te solto.

Teu nome, desejo.
Mas não entendo:
errei teu nome. O que houve?
Errei contigo. Como volto?

Queria mas não devia.
Fazia porque queria.
Corria quando podia.
Sorria mas não entendia.

Agora, triplamente doída.
Era sonho. Que sorte.
Pois, se fosse a minha vida.
Seria minha morte.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Suicídio incompleto

A todos que eu amo,
e sabem que eu os amo,
agradeço pelo amor
e também, pela dor do amor.

Infelizmente, já não quero mais
tudo o que me dás.
A pressão que traz
consigo seu capataz,
não me satisfaz.

Criei meu próprio algoz,
que porventura sou eu,
o qual me faz feroz.
Feroz com o amigo teu.

Amigo este
que agora te escreve.
Da beira da janela.
Com sua infelicidade,
sua dor no coração.
Com sua incapacidade
de se jogar no chão.

Esta carta foi feita,
mas nada mais.
Seu amigo não aceita
não ter mais Paz.

Paz que não tem
por ser três em um.
Ele, eu e quem
só quer ser mais algum.

Paz que foi desfeita
por vos amar demais.
Sua prima, que se enfeita!
Sua amiga, ou algo mais!

Deixo-vos de lado.
Dos meus pais eu me despeço.
Amo-os mesmo atado
ao meu cais submerso.

Submerso em pranto.
Por ter amado tanto.
Por continuar a amar,
desisti de pular.

Digo "tchau" a todos
nessa carta de despedida.
Passando só um rodo
em minha alma despida.

Despida e enfurecida
por dar um "tchau" e não um "oi"
Nessa carta de despedida
de alguém que nunca foi.